A Band passou a enfrentar um atrito com a CBF nos bastidores da Copa do Mundo após uma reclamação feita pelo apresentador Elia Junior sobre a entrevista coletiva concedida por Carlo Ancelotti depois da partida entre Brasil e Japão na semana passada. Durante participação no Jornal da Band, o jornalista afirmou que não conseguiu fazer perguntas e criticou a condução da coletiva.
A Folha de S.Paulo informou que a declaração provocou forte incômodo na entidade. “Fiquei 20 minutos com a mão levantada e não tive a chance de perguntar. Desrespeito total. É um dos absurdos que acontecem nessa seleção brasileira. Quem pergunta o que pode incomodar é deixado de lado. Só sobram os baba-ovos”, disse ele no telejornal.
A CBF sustenta que adotou os critérios definidos pela Fifa para alternar perguntas entre veículos nacionais e internacionais. Também afirma que a entrevista coletiva durou 13 minutos, e não 20, por causa do tempo reduzido após o jogo. Além disso, a entidade rejeita a interpretação de que a Band tenha sido deixada de lado durante as entrevistas.
A avaliação da CBF é que a Band participou normalmente das coletivas. Repórteres como Felipe Kieling e Gabi Guimarães, enviados ao Mundial, costumam fazer perguntas a Carlo Ancelotti. Elia Junior, por sua vez, já manifestou críticas ao treinador. “Ele saiu do Real Madrid porque não tinha mais ideias modernas para o futebol”, disse, em maio, no Show do Esporte.
A Band não exibe os jogos da Copa do Mundo na televisão, mas mantém cobertura jornalística do torneio. No rádio, transmite as partidas pela Rádio Bandeirantes e pela BandNews FM, com uma equipe de 16 profissionais enviada aos Estados Unidos. Procurada sobre o caso, a CBF não comentou o assunto. Elia Junior também não respondeu aos contatos da publicação.
IG
