Prefeitura de João Pessoa fortalece rede de proteção às mulheres e entende que acolher é salvar vidas

Não é o primeiro tapa. Quase nunca é. Antes da violência física costuma vir o controle sobre a roupa, o telefone, as amizades. Depois, as humilhações, o medo, a dependência financeira, a culpa. Muitas mulheres passam anos acreditando que aquilo faz parte da vida. Outras sequer conseguem nomear a violência que sofrem.

Há 20 anos, a Lei Maria da Penha mudou essa realidade ao dizer, pela primeira vez de forma clara, que violência contra a mulher não é um problema de casal, nem um assunto privado. É crime. É violação de direitos. E precisa ser combatida por toda a sociedade.

Não é o primeiro tapa. Quase nunca é. Antes da violência física costuma vir o controle sobre a roupa, o telefone, as amizades. Depois, as humilhações, o medo, a dependência financeira, a culpa. Muitas mulheres passam anos acreditando que aquilo faz parte da vida. Outras sequer conseguem nomear a violência que sofrem.

Há 20 anos, a Lei Maria da Penha mudou essa realidade ao dizer, pela primeira vez de forma clara, que violência contra a mulher não é um problema de casal, nem um assunto privado. É crime. É violação de direitos. E precisa ser combatida por toda a sociedade.

Em João Pessoa, esse combate é sustentado por uma rede de acolhimento que vai muito além da denúncia. A Prefeitura mantém serviços integrados de assistência psicológica, jurídica, social, médica e de proteção para mulheres vítimas de violência, permitindo que elas encontrem, além da segurança, uma oportunidade de recomeçar.

A secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Nena Martins, lembra que a maior conquista da Lei Maria da Penha foi romper o silêncio que, por décadas, escondia a violência dentro de casa. “A legislação rompeu com a ideia de que a violência doméstica era um assunto de família. Ela definiu claramente as formas de violência, endureceu as punições e criou as medidas protetivas, que considero o coração da lei. Elas salvam incontáveis vidas antes mesmo da conclusão dos processos criminais”, afirma.