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O agravamento da segunda onda da pandemia na Europa colocou o futebol mais poderoso do mundo em estado de alerta. Já há discussões sobre a possibilidade de alguns campeonatos serem paralisados mais para desacelerar esse novo crescimento no número de casos. Dos países do primeiro escalão da bola, a Itália é quem tem levado essa ideia mais a sério. Na última terça-feira, o país registrou sua maior quantidade diária de novos infectados (5.901, com 41 mortes) desde o fim de março. Boa parte dos elencos da primeira divisão do Calcio registrou testes positivos nas últimas semanas. O atacante sueco Zlatan Ibrahimovic, outro dos principais astros da competição, desfalcou o Milan em seus últimos quatro compromissos por causa da Covid-19. No final do mês passado, o jornal “Corriere della Sera” publicou que a liga que organiza a Série A italiana estava cogitando interromper o campeonato durante duas semanas devido à proliferação de casos entre os jogadores.
A paralisação do futebol profissional, pelo menos por enquanto, ainda não aconteceu, mas as peladas entre os amigos e as competições amadoras de qualquer esporte de contato foram novamente proibidas pelo governo. De acordo com a agência Ansa, a Itália também cogita criar um sistema de bolha (semelhante ao usado na última temporada da NBA, em que todos os jogadores ficaram hospedados e atuaram no complexo da Disney) para viabilizar a continuidade pelo menos da sua primeira divisão. França e Reino Unido são outros dois países do alto escalão do futebol europeu que têm endurecido diariamente suas medidas de contenção à pandemia e podem, em breve, ter de tomar alguma nova atitude relacionada aos eventos esportivos.
